

A Sala São Paulo de Concertos foi concebida de modo a que todos os seus elementos tivessem uma condição de reflexão sonora multidirecional conforme recomendações da Acústica, razão pela qual os balcões, fechamentos laterais, pisos, cadeiras e forros, receberam um tratamento especial por parte da Arquitetura, que desenvolveu para cada item um projeto com desenho compatível com as suas condicionantes acústicas, sem esquecer, em nenhum momento, o compromisso de adequar a estética deste fim de século à do seu início, através do objetivo claro da valorização mútua das duas linguagens arquitetônicas e da inclusão cromática como elemento forte de definição perspectiva do espaço em todos os seus componentes.
Assim, foi introduzido o azul no espaço, originalmente monocromático, que ora une suavemente os novos componentes da sala com os antigos através da escolha de um tom suave, quase cúmplice com a coloração esmaecida dos antigos elementos, e ora os destaca, produzindo-lhe uma perspectiva de fundo infinito, com o uso da cor no seu tom mais profundo do céu noturno, dando-lhe imenso contraste, sem nunca deixar de valorizar a importância da dualidade que identifica personalidades arquitetônicas tão distintas.